Steve Jobs não é mais o chefão da Apple. O que isso significa? Nada.

Steve Jobs renunciou ontem ao cargo de executivo-chefe da Apple e imediatamente um tsunami de especulações atingiu a mídia e todo o mercado de tecnologia. Será que o estado de saúde de Jobs piorou? Será que a sua saída vai mudar algo na empresa? Será que a Apple terá fôlego para apresentar novos produtos revolucionários com a ausência de Steve? Suposições e mais suposições.

Dada a condição de saúde de Jobs ultimamente, sua saída do comando da Apple já era algo esperado. E toda essa especulação é perfeitamente compreensível quando levamos em consideração o histórico da empresa: fundada em 1976, ela ia muito bem até a saída de Jobs, em 1984 – após isso, a companhia entrou em declínio e passou por maus bocados nos anos 90. Em 1996, Jobs retornou à Apple e comandou uma reviravolta que transformou a combalida maçã na maior empresa de tecnologia da atualidade – desde que assumiu a presidência-executiva da companhia, Jobs fez as ações da Apple se valorizarem em mais de 6.700%.

Mas as circunstâncias são outras. Em sua carta de despedida, Steve Jobs deixou claro que não vai abandonar o barco e frisou a sua crença em dias ainda melhores para a empresa:

A carta de despedida de Steve Jobs

“Ao quadro de diretores e à comunidade da Apple:
Sempre disse que, se houvesse um dia em que não conseguiria mais cumprir meus compromissos e expectativas como presidente-executivo da Apple, eu seria o primeiro a informá-los. Infelizmente, esse dia chegou.
Eu renuncio à função de presidente-executivo da Apple. Eu gostaria de servir, se a empresa concordar, como presidente do conselho, diretor e funcionário da Apple.
Quanto ao meu sucessor, recomendo fortemente que executemos nosso plano de sucessão com a nomeação de Tim Cook como presidente-executivo da Apple.
Acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple estão por vir. E estou ansioso para observar e contribuir para seu sucesso no meu novo posto.
Fiz alguns dos melhores amigos da minha vida na Apple, e agradeço a todos vocês pelos muitos anos nos quais pude trabalhar ao seu lado.”

Quem assume o posto de Jobs é Tim Cook – que, na prática, já vinha comandando a Apple desde 2009, ano da primeira licença médica de Steve. Num comunicado a todos os funcionários da empresa, Cook promete que nada vai mudar na Apple – e reafirma que contará com o apoio de Jobs, que assumirá agora o posto de presidente do conselho de diretores da companhia.

O comunicado de Tim Cook

“Equipe:
Estou ansioso pela oportunidade incrível em servir como CEO da empresa mais inovadora do mundo. Ter me unido ao time da Apple foi a melhor decisão que já tomei e tem sido um privilégio trabalhar ao lado de Steve durante os últimos 13 anos. Eu compartilho do otimismo dele em relação ao futuro brilhante da empresa.
Steve foi um líder e mentor incrível para mim, assim como para toda a equipe executiva e para nossos funcionários. Estamos realmente ansiosos para receber as orientações e inspiração de Steve como nosso conselheiro.
Eu quero que vocês estejam confiantes de que a Apple não vai mudar. Eu estimo e celebro os princípios originais e valores da empresa.
Steve construiu uma empresa e cultura que é diferente de qualquer outra no mundo, e nós vamos permanecer fiéis ao nosso DNA. Vamos continuar a fazer os melhores produtos do mundo, que encantam nossos clientes e enchem de orgulho nosso time.
Eu amo a Apple e estou ansioso para mergulhar em meu novo cargo. Todo o apoio da diretoria, da equipe executiva e de vários de vocês tem sido inspirador. Estou confiante de que nossos melhores anos estão por vir e que, juntos, vamos continuar a fazer da Apple o lugar mágico que é.
Tim”

Definitivamente, parece que o recado é bem claro, não? Steve Jobs não é mais o chefão da Apple e, na prática, isso não significa nada. Na verdade, a renúncia de Jobs pode até ser vista como um ganho, pois sua onipresença ofuscava muita gente talentosa na empresa – como o designer Jonathan Ive e o próprio Tim Cook. O melhor da Apple realmente ainda pode estar por vir.

A simples presença de Jobs no conselho é um grande alento para que cessem as especulações e o tom ecumênico de algumas notícias sobre a sua renúncia: quando a Apple estava na pior, lá em meados de 1997, a Wired – aquela mesma revista que decretou a morte da web – deu 101 sugestões para salvar a empresa. Dentre os conselhos, coisas bizarras como “pare de fabricar hardware” e “organize um TeleTon”. Ainda bem que Jobs não deu ouvidos…

3 Comentários

  1. Hummm..isso da filme hein?



  2. Estratégia da Apple.

    Quando o mercado soube que ele estava com câncer, as ações da Apple caíram na Bolsa porque a marca não possuia um sucessor. Provalvemente abriram os olhos e correram atrás dessa possível pessoa para sentar na cadeira do Mr. Steves, afim de evitar novos prejuízos.

    $$$$$$$$$$$



  3. Mauricio Matias

    Não acho que vai ser ruim, pode ser bom até, estou curioso para ver



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