Governo lança o “Guia Prático da Classificação Indicativa”

Nesta semana, o Ministério da Justiça lançou uma versão simplificada do famigerado Manual de Classificação Indicativa, um documento que expõe as regras de adequação a faixas etárias pelas quais qualquer obra audiovisual precisa se submeter. Além do guia, disponível para download gratuito em PDF, uma campanha de conscientização foi lançada para orientar os pais sobre a influência dos programas de televisão nas crianças.

Em vigor desde a publicação de uma Portaria em julho de 2007, o sistema de classificação indicativa é alvo de críticas vindas principalmente das emissoras de TV aberta. A partir de abril de 2008, todas as localidades com fuso horário diferente de Brasília tiveram de passar a respeitar a vinculação horária à etária – inclusive no horário de verão. É por isso, por exemplo, que a “novela das oito” é agora oficialmente “das nove”: o conteúdo inadequado a menores de 14 anos só pode ser exibido após as 21h.

É também por causa da classificação indicativa que a App Store brasileira não possui uma seção dedicada aos games. A Apple usa um sistema próprio de classificação em outros países, mas ele não é válido por aqui: todos os jogos precisam passar por uma equipe de avaliação no Palácio da Justiça, em Brasília. Isso também explica por que a oferta de jogos na Xbox Live brazuca é infinitamente menor que a vista lá fora.

Além do lançamento do guia, o Ministério da Justiça promoveu algumas atualizações nos critérios do manual. As principais novidades envolvem conteúdos relacionados a sexo: agora, a nudez sem conotação sexual pode ser considerada livre para todas as idades.

Desde o início desta semana, dois filmes de animação em toy art estão sendo veiculados na TV e em salas de cinema, além de circularem pela internet. Eles tratam sobre os temas drogas e violência, mostrando como as crianças tendem a repetir o que veem na televisão. Assista-os:

 

 

E aí, você acha que é assim mesmo?

 

[via Daniel Castro e Blog do Ministério da Justiça]

2 Comentários

  1. Tá ficando difícil viver no Brasil. Esta onda do “politicamente correto” está cada vez pior…



  2. O desafio de tentar preservar o santuário que é a infância nesses dias de informação tão acelerada e brutal talvez seja o maior que nossa geração pode estar enfrentando.
    Estamos deixando que a indústria converse cedo demais com essas criaturas puras, o que faz com que meninos tentem aumentar seus pintos através dos bens de consumo ou que as garotas olhem para seu corpo como um problema cedo demais.
    Precisamos não apenas uma “onda” como disse o Francisco, mas um povo humanamente correto, e regulamentar a comunicação e especialmente a publicidade infantis é uma obrigação do estado e uma vigilância que deve estar em cada cidadão.

    Estamos falando de tv, onde as rédeas ainda são reais e os pais podem filtrar o que os filhos consomem de conteúdo, pois sabem a hora das coisas. Coloque a internet e a ausência de horários para o conteúdo nessa equação e temos um grande problema.



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