Como é trabalhar em Nova York? O Zeh Fernando conta

Esse post é o segundo de uma série de três. Ele é resultado de 1h e meia de conversa com o Zeh Fernando, desenvolvedor Flash que trabalha em NY, na Firstborn Multimídia. Fomos conhecê-lo pessoalmente (depois de alguns anos de e-mails trocados) na sede da agência em Nova York, onde falamos nessa parte 1 do bate-papo sobre as diferenças de mercado e a experiência na cidade.

Ao contrário de muitos brasileiros que chegam à NY atuando em sub-empregos, Zeh chegou à cidade na condição de especialista. Antes de trabalhar fisicamente na Firstborn, ele trabalhou dois anos no sistema home-office, porque estava terminando sua graduação, e não quis largar mão da faculdade na época.

Em 2009 mudou-se para a cidade americana, sem falar inglês fluente (apesar de dominar a leitura por conta do mercado de desenvolvimento) para trabalhar e explorar Manhattan e os arredores.



Zeh Fernando morava em São Paulo e mudou para NY a trabalho. Apesar das cidades serem grandes e parecidas, Zeh destaca algumas diferenças como a eficiência do transporte público e o fato de você não usar carro para quase nada (apenas 50% dos novaiorquinos tem carro). Ele conta que uma vez os amigos reclamavam do metrô lotado, e ele se espantou, porque dava para mexer os braços! Metrô lotado para quem mora em São Paulo é outra coisa, né? (Acho que só perdemos para o Japão, mas a linha vermelha às 18h é uma boa concorrente!)

O trabalho que Zeh faz na Firstborn é parecido com o trabalho que ele realizou no Brasil: mesmo tipo de trabalho, de equipe e de clientes. As diferenças estão no pragmatismo e na miscigenação de culturas. “Acaba sendo uma coisa mais neutra, mais pragmática” - diz Zeh. O fato de ser pragmático é melhor, por facilitar o trabalho do desenvolvedor – o cliente dificilmente “monta em cima” ou pede algo insano. Geralmente isso é super conversável e solucionável, sem aquela emoção a flor da pele que existe no mercado de comunicação do Brasil. Zeh explica que “não tem atendimento”, ou seja, não existe o profissional que “deixa o cliente feliz”, “faz tudo que o cliente pede” ou “faz sala para o cliente”. O profissional que cuida do projeto chama-se producer – uma mistura de gerente de projetos com “produtor” de cinema.

“O que a Firstborn tem de melhor são os producers… é o que realmente me pegou de surpresa, o pessoal fez o meu trabalho ser muito mais fácil pela organização que eles têm”.

Falamos também da carga horária de trabalho. Muitos brasileiros se iludem achando que o ritmo de trabalho lá fora é menos insano – claro que não estamos considerando exemplos de agências extremashardcoreescravistas - mas Zeh fala que a carga de trabalho é parecida. Às vezes rolam umas esticadinhas, apesar dos gestores da Firstborn saberem que isso não é “normal”. É bastante trabalho de qualquer forma, que não depende do país no qual você está: depende da organização da agência e do momento.

Zeh afirma também que está super contente com a experiência, vive deslumbrado com a empresa e com a cidade. E realmente, dá para concordar. Nova York dispensa apresentações, e a Firstborn tem uma estrutura super bacana. O Zeh me contou que a empresa mudará para um escritório enorme ainda em 2011, e que eles estavam “um pouco bagunçados”. Nada diferente de uma agência aqui no Brasil: bonequinhos e mesas super cheias de brinquedos, paredes com posters curiosos e tudo descontraído na medida.

Na mesa do Zeh tem uma camisa da seleção brasileira e um poster do Monty Python, que fazem companhia para uma linda vista da Big Apple.

No próximo post, o bate-papo continua, mais focado em tecnologia, com várias opiniões interessantes do Zeh. Esse é o segundo post de uma série de três. Veja aqui o primeiro post.

11 Comentários

  1. Bacana! Eu conheci o trabalho do Zeh Fernando devido a ele ter criado a Tweener, que foi uma das primeiras bibliotecas de animação que usei (hoje uso mais a TweenMax, devido ao Gaia Framework usar ela como padrão :-D ). Realmente ele é referência em Flash no Brasil. abs



  2. Furreca

    Lendário! Sou fã do Zeh desde a minha infância profissional… foi a primeira, e continua sendo uma das maiores referências pra mim. Espero um dia jogar uma partida de TF2 com ele!

    E meu… que cara gente boa!



  3. Tive o imenso prazer de trabalhar e morar com o Zeh lá fora. Posso dizer que antes dele ser um profissional excelente, é um grande ser humano. Isso inclusive pode até ser o maior dos motivos do sucesso dele.

    Ótima matéria, parabéns!



  4. Mauricio Matias

    Não trabalhei com ele mas com pouco tempo de conversa deu pra ver que o cara é gente boa, sobre o lado profissional nem precisa comentar.

    Pelo visto mudaram de escritório hoje: https://twitter.com/pmichelazzo/status/115799288281448449



  5. Muito legal a entrevista. Conheço o zeh desde 2000 e sempre admirei o trabalho dele. Seja da época do zuadobank ou quando ele próprio me apresentou o MC Tween por causa de um projeto que eu tava desenvolvendo com AS e tinha diferenças de performance em PC e Mac. Lembro que perguntei pra ele sobre o problema no ICQ rs.

    Parabéns pela matéria e pelo zeh por tudo que tem feito.



  6. Não o conheço pessoalmente mas já tive oportunidade de assistir uma palestra dele aqui no Brasil além de ele ser uma referência constante, claro … aliás, não acredito que haja alguém que trabalhe ou que tenha trabalhado com Flash aqui no Brasil que não conheça esse cara aí.

    Mto bacana a entrevista e mais bacana ainda o que a visão dele, que está num mercado diferente, pode trazer de mudanças e experiência para nós.

    PS.: GRANDE Maurão! HUASUHASAUHS



  7. Pingback: Flash x HTML5: a opinião do Zeh Fernando :: Mochila Binária

  8. Conheco o Zé (ou Rorshack) desde as BBS (meados da decada de 90) e ele continua o mesmo cara pragmatico, inteligente, criativo e acelerado!!!! Long life Maiden! :)



  9. PAULO RONEY COSTA

    OLÁ AMIGO BRASILEIRO

    ME CHAMO PAULO RONEY COSTA, TENHO 34 ANOS, CURSO O 7° SEMESTRE DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS, SOLTEIRO, MORO NA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, INTERIOR DO ESTADO DO CEARÁ ( VEJA NO GOOGLE IMAGENS)
    TRABALHEI EM ALGUMAS EMPRESAS PRIVADAS, NO RAMO DE FARMÁCIA, LIMPEZA URBANA, ESTAGIEI COMO SECRETÁRIO DE GABINETE DO DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DE JUAZEIRO DO NORTE,FUI ASSESSOR CONTÁBIL DO ALMOXARIFADO CENTRAL DA PREFEITURA DE JUAZEIRO DO NORTE, ASSISTENTE TÉCNICO DE DESENVOLVIMENTO VIÁRIO E FISCALIZAÇÃO URBANA DA SECRETARIA DE INFRA ESTRUTURA, FUI COORDENADOR DE PROJETOS DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DE JUAZEIRO DO NORTE, CHEFE DE PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E PROJETOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, ASSESSOR TÉCNICO DO DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DE MAURITI (CIDADE PRÓXIMA A MINHA) FUI DIRETOR DO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE TRÂNSITO DE CARIRIAÇU(CIDADE VIZINHA A MINHA)
    ATUALMENTE ESTOU ENFRENTANDO UMA FASE DIFICÍL, TIVE QUE ENTREGAR UM CARRO QUE EU TINHA FINANCIADO, REPASSAR UMA MOTOCICLETA DE CONSÓRCIO QUE EU PAGAVA… ESTOU DESEMPREGADO A ALGUNS MESES, E ESTOU MUITO TRISTE, SEM DESTINO, SEM SABER PRA ONDE IR…TENHO CURSOS PROFISSIONALIZANTE ETC.
    GOSTARIA DE SABER SUA OPINIÃO SOBRE IR PARA OS ESTADOS UNIDOS,OQUE EU PRECISO BASICAMENTE, NÃO TENHO AMIGOS AI, ESTOU QUERENDO RESOLVER ESSA MINHA SITUAÇÃO… EU SOU UM CARA SIMPLES, BATALHADOR, NÃO USO E NUNCA USEI DROGAS, SOU CATÓLICO E ACIMA DE TUDO RESPEITO O MEU SEMELHANTE.
    ESTOU NO FACE BOOK, PAULO RONEY COSTA E NO YOU TUBE TAMBÉM…

    DESDE JÁ TE AGRADEÇO PELA SUA ATENÇÃO



  10. Paula

    essa ratazana do zeh fernando é uo.



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