Aplicativos em HTML5: a nova modinha em mobile

Depois de pautar muitas discussões sobre sua superioridade em relação ao Flash e receber o apoio incondicional de gigantes da indústria, o HTML5 volta à cena querendo roubar para si os holofotes no mundo dos dispositivos móveis.

A febre de aplicativos para tablets e smartphones alcançou uma dimensão tão grande que houve quem dissesse que a internet passaria a ser usada principalmente por meio deles, e não por sites ou web apps. Acontece que ninguém contava com a astúcia do HTML5, a nova versão da linguagem mais usada na web.

Os aplicativos nativos são desenvolvidos especialmente para a plataforma do dispositivo e publicados em lojas específicas. Assim, um aplicativo para iPad ou iPhone só roda no sistema da Apple e é encontrado apenas na loja de aplicativos da empresa. O mesmo acontece no caso da plataforma Android, do Google, ou do Windows Phone, da Microsoft. Não bastasse isso, cada fabricante possui suas próprias regras no que diz respeito à publicação dos apps. Junte a isso alguns surtos de tirania de algumas dessas empresas e pronto: o caminho para os web apps feitos em HTML5 estava aberto.

As vantagens dos aplicativos em HTML5

A grande vantagem do HTML5 é que ele permite desenvolver aplicativos que rodam simultaneamente em diversos dispositivos. Faz muito mais sentido criar um app que possa ser acessado via internet em qualquer aparelho, certo? Mas o que realmente tem impulsionado a adoção da linguagem é o fator liberdade: um web app não precisa se submeter às regras de lojas como a App Store, da Apple.

Veículos como o Financial Times e a Playboy causaram estardalhaço ao anunciar web apps para iPad baseados em HTML5 que são acessados diretamente no navegador. Mas eles são fichinha perto do que o Facebook estaria preparando: uma loja de aplicativos baseada em HTML5 que funcionará dentro da rede social.

O aplicativo em HTML5 do Facebook

Anunciado recentemente, o app do Facebook para iPad vazou na semana passada. Ele foi escrito em HTML5, deixando apenas algumas funções reservadas ao código nativo do sistema da Apple. Ainda que não seja um web app rodando diretamente no navegador e esteja disponível, em breve, apenas na App Store, a nova aposta do Facebook indica que a adoção do HTML5 no desenvolvimento de aplicativos é um caminho sem volta.

A verdade é que tem muita gente de olho no filão de web apps em HTML5. Enquanto o Facebook ainda ensaia a sua chegada nesse ramo, a Movile, uma empresa brasileira especializada em mobile marketing, lançou em janeiro a Zeewe, uma loja global só de aplicativos em HTML5. Em sete meses, eles já conquistaram quase 1 milhão de usuários. Como se vê, demanda para essa nova modinha é o que não falta.

E você, o que acha dessa história toda? Já experimentou algum app em HTML5? Acha que eles podem realmente ser uma ameaça às atuais lojas de aplicativos mantidas pela Apple e pelo Google? Comente! =)

5 Comentários

  1. Excelente post, Bud!



  2. Furreca

    Tanto o gmail quanto o google reader tem aquela “cara de app de iphone” rodando no browser do iphone. Por enquanto, muitas coisas podem ser resolvidas dessa forma, mas nem todas. Inclusive eu já vi apps escritas em código nativo de iphone que funcionariam perfeitamente se fossem em html5. A tecnologia escolhida sempre vai depender do projeto, então não acredito que seja uma ameaça às appstores. Mas de qualquer forma, o html está cada vez mais potente, resolvendo mais problemas, mais versátil e mais prático.

    Muitíssimo bom artigo, cara! Parabéns!



  3. Pingback: Amazon lança o Kindle Cloud Reader em HTML5 e desafia a Apple

  4. Infelizmente o Facebook reescreveu seu app para código nativo mesmo por causa da performance. Acredito que para o caso específico deles realmente tenha sido melhor, por se tratar de um app com MUITO conteúdo de fotos e dados “popando” de tudo que é lugar com forte uso de Ajax.

    Mas defendo ainda que muitos apps podem ser escritos em HTML5 e se dar bem em performance. Até já discuti isto em alguns artigos meus…tem muito o que melhorar, mas ele está e veio pra ficar. GO GO GO HTML5!



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